terça-feira, 17 de julho de 2012

Cristãos Protestantes crescem na Coréia do Sul e poderão chegar a ser maioria no país


A Coréia do Sul tem como a religião predominante no país o Budismo com cerca de 43% da população, mas numa velocidade impressionante as Igrejas Protestantes vem crescendo no país e hoje cerca de  34,5%  adeptos ao protestantismo. - Confira e comente…
As Igreja Pentecostais tem através dos seus templos uma estrutura de proporções gigantescas oferece aos fiéis que vem de varias partes para participar dos cultos conforto para adorar a Deus. Como por exemplo a Igreja Yoido do Evangelho Pleno que no culto dominical que começa às 11h e às 9h, as ruas ao redor da Igreja Yoido do Evangelho Pleno já estão abarrotadas. Fiéis saem do metrô, do carro, do ônibus fretado vindo do interior.
Quem quiser sentar-se no salão principal dessa igreja pentecostal tem de chegar cedo. Não que sejam poucos os lugares –são 12 mil. Mas a Yoido congrega quase um milhão de seguidores, e os cultos estão sempre lotados.
Essa “megaigreja”, das maiores do mundo cristão, é o exemplo canônico do fenômeno sul-coreano que é a ascensão da igreja protestante.
Na década de 50, protestantes eram por volta de 2% da população. Hoje, são 34,5%. Nesse passo apressado, rumam para superar os budistas (43%) como religião majoritária na Coreia do Sul.
É um fenômeno ainda a ser explicado. Mas analistas apontam o momento estratégico da fundação da Yoido, em 1958. Durante o primeiro culto, havia cinco pessoas.
O reverendo Yonggi Cho, fundador da igreja, falava de ambições alcançáveis. “Tudo é possível” era um de seus mantras, uma mensagem com particular eficiência naquele momento histórico.
Após dividir-se e guerrear com a contraparte do norte, a Coreia do Sul era um dos países mais pobres do mundo.
“Com a ajuda do Espírito Santo, por meio da oração, você pode ter uma vida de abundância”, diz um folheto da Yoido distribuído aospresentes antes do culto.
O folheto é o menor dos mimos aos visitantes forasteiros. Há portão de entrada e guia específicos para eles, assim como há também um “elevador para estrangeiros”.
O culto, ministrado em coreano, conta com tradução por fone de ouvido em inglês, japonês, chinês, espanhol, francês, russo, indonésio e árabe, a depender do horário. No domingo, são sete ritos.
O sermão é adaptado também ao público jovem, durante cultos específicos e nos estudos dirigidos da Bíblia.
“Venho desde… que nasci?”, diz Kim Dong Jin, 19, antes do culto de domingo. Ele assiste ao rito em uma construção reservada a adolescentes no complexo Yoido –que ocupa quase um quarteirão, em Seul. “Me sinto relaxado.”
KARAOKÊ
A estrutura tamanho família da igreja conta com estantes forradas de envelopes com o nome de doadores. No hall de entrada, há caixas eletrônicos para sacar dinheiro.
O culto se parece com um karaokê gigante intercalado pelas leituras do pastor. Há coral, orquestra de cordas. Em uma das telas com alta definição, a letra das músicas é projetada em japonês, chinês, coreano e inglês.
Os fiéis acompanham cantando e batendo palmas.
Um deles, no entanto, se incomoda com a reportagem da Folha. Pede que o repórter desligue a câmera fotográfica, pare de fazer anotações, de perguntar tanto. “Está atrapalhando o ritual.”
post inforgospel.com.br - com informação Folha.com – por: Diogo Bercito/enviado a Seul

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