Um fiel chegou a entregar um depósito de R$1500 por 15 fronhas, num culto deste sábado, na sede da igreja no Brás. O pastor ainda
tentou “empurrar” um pouco mais dizendo, “Acho que dá para comprar mais um não? 16?”
Segundo o pastor, a fronha faz milagres. Uma vez consagrada a Deus, a fronha passa a estar “com a unção, o poder de Deus”, disse ele durante o culto que foi transmitido online pelo site oficial da igreja.
Dentro do culto, o pastor também promove a “água ungida” que supostamente opera milagres na vidas das pessoas.
Para falar da “água milagrosa”, pessoas vão aos microfones e dizem que foram curadas de alguma doença depois de beber a água ou que
tiveram parentes ou conhecidos curados depois que lhes compartilharam a água.
Dentro do culto, mãos levantadas dos fieis com o copinho de água na mão esperando pela bênção do pastor.
“Todos que beberem ou usarem esta água, que o Senhor abençõe grandemente a vida de todos (…) Que muitos venham a estar glorificando o teu nome através do teu poder nesta água, em nome do Senhor. (…) quando eu usar esta água que o milagre aconteça para a honra do teu nome”.
Práticas como essas dentro da Igreja Mundial, classificada dentro das igrejas neopentecostais do Brasil, são condenadas por muitos líderes evangélicos que afirmam que estas são práticas estranhas ao Evangelho.
Uma jornalista, Sarah Corazza, que realizou uma sondagem nas igrejas neopentecostais de Curitiba, afirmou que tais igrejas constituem um eficiente centro de arrecadação de fundos.
O sociólogo Ricardo Marinho, Autor de “Neopentecostais – Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil”,aponta que a “preocupação dos neopentecostais é com esta vida. O que interessa é o aqui e o agora”.
Recentemente, o apóstolo Valdemiro foi colocado como alvo de investigações da Receita Federal, depois de uma reportagem realizada pelo Domingo Espetacular, mostrando imensas terras compradas em nome do apóstolo, com o dinheiro da igreja.
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