O fechamento da igreja atende a uma ação protocolada por uma moradora do bairro onde a igreja está instalada. No processo, em tramitação na 3ª Vara Cível, o argumento era que o barulho era “ensurdecedor”, mesmo depois das 22 horas.
Segundo representantes da igreja, o protesto não foi organizado por conta da decisão judicial, mas sim, pela justificada dada na concessão da liminar. Na decisão, consta que apesar de não haver provas técnicas da situação, como aferição ou perícia, a proibição foi necessária, pois é “notório” que igrejas evangélicas usam músicas e discursos em alto volume, de forma prejudicial e que caracteriza poluição sonora.
As assinaturas angariadas durante o protesto serão anexadas a um recurso que a defesa da igreja irá protocolar contra a decisão.
O pastor João Lucas Martins relatou que considera “discriminatório” trecho da sentença judicial. “O que estamos discordando não é da vizinhança abrir mão dos seus direitos, o que não concordamos é a forma que a situação foi tratada pelo juiz em dizer – não são palavras minhas, mas o que está escrito na decisão – ‘que é praxe das igrejas evangélicas colocarem às alturas seus equipamentos de som, seus discursos e causar um efeito nocivo à população’. Quer dizer, um caso isolado da Igreja Assembleia de Deus, acabar atingindo toda a comunidade evangélica”, concluiu.
Assista reportagem produzida pelo G1/Bom Dia MS – pelo repórter Bruno Grubert-Corumbá e comente…
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