Um assunto bastante sugestivo para uma boa discussão é falar sobre algumas práticas sociais, afinal quem vai andar na contramão e não ouvir nada?! A sociedade tem passado por várias transformações, principalmente em suas práticas e conceitos, como por exemplo, o ficar. De acordo com o sociólogo Bauman o adjetivo líquido é o melhor para descrever nosso tempo pós-moderno, por exemplo ao se referir a um amor líquido, trata justamente de relacionamentos sem consistência, sem solidez, frágil e dentre tantas formas de amar assim o ficar é algo bem característico deste tempo em que vivemos.
O ficar é um relacionamento amoroso, em que o beijo é o ato mais comum entre pessoas que ficam, porém o que o diferencia do namoro é justamente a ausência do compromisso e da fidelidade, visto que é possível ter mais de um ficante por ocasião.
Os defensores desta prática afirmam que se faz necessário ficar para poder conhecer a pessoa antes de namorar: se beija bem, se é quente, se tem pegada, se é boa de cama e por aí vai. Neste aspecto o ficar está mais relacionado às experiências físicas que levam ao prazer, talvez, seja por isso que em muitos casos, o ficar seja sinônimo de sexo.
Entre cristãos, leia-se, discípulos de Jesus Cristo, que têm a bíblia como única regra de fé e prática, seria o ficarou a pegação um hábito normal? É preciso diferenciar o comum do normal. O comum é o que é freqüente, rotineiro, habitual, enquanto que o normal é o que está conforme as normas. O comum não obedece à regra, a não ser as suas próprias, pois está solto, não faz parte de nenhum sistema, apenas acontece, surge e se repete. O normal ao contrário faz parte de um sistema, cuja harmonia só acontece quando os que fazem parte deste sistema andam consoantes a normas.
Não encontraremos na Bíblia nenhum um mandamento do tipo “não ficarás” ou “não caireis na pegação” ou “não passarás o rodo”, não obstante encontraremos nela alguns princípios que nos auxiliam em nossas dúvidas e decisões.
É comum um cristão ficar? Sim, basta você fazer uma pesquisa em sua própria comunidade. Mas é normal?
Nunca na Palavra de Deus um relacionamento será visto como mera curtição, porque o ficar não passa de uma curtição, para mim é tratar o (a) ficante como objeto, um descartável, que pode até ser reutilizável, mas sempre descartável.
Na perspectiva cristã, o papel do namoro é uma relação que visa o conhecimento daquele (a) que poderá ser nosso futuro cônjuge e há legitimidade apenas para se dar carinho e não carícias, as quais ficam reservadas para o casamento.
Assim, entendo que de forma semelhante o nosso relacionamento com Deus serve de modelo para todos os demais relacionamentos que tenhamos com outras pessoas, sejam comerciais, fraternais, sexuais, esportivos, financeiros etc, em que o compromisso e a fidelidade devem estar presentes.
O grande problema do ficar não é a apenas a possibilidade de haver sexo, mas, além disso, a inversão de valores em que o sexo, algo tão íntimo e especial, precede a fidelidade e o compromisso; o desrespeito com o outro e consigo, num comportamento, que parafraseando provérbios 16.25, parece bom aos seus olhos, mas que para Deus o fim leva a morte.
Por Raquel Elana
Fonte G+
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