Houve protestos ontem(07/04) no Rio e em São Paulo contra a permanência legal e democrática — se gostam ou não
dele, aí é outra conversa — do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. O fato é que um evangélico ter chego à presidência da comissão por mecanismos garantidos pela democracia, não pode ser deposto por métodos ditatoriais. É simples assim. Anima essas manifestações essa máxima que se vê nas fotos nas redes sociais e passeatas: “Não me representa” — com a variante “não nos representa”. Certo! Essa gente está cutucando evangélico com vara curta.
Na hora em que eles decidirem botar o bloco na rua, aí então se vai saber o que é massa. Atenção! Eu não acho que a quantidade define quem está certo ou quem está errado – diz Reinaldo Azevedo.
Vamos parar com essa tolice de “não me representa”. O Parlamento, queridas minorias mimadas e celebridades, não existe com o fito
exclusivo de representá-las. Também representa os outros, muito especialmente as… maiorias. A questão é saber se se vai buscar o diálogo ou o confronto.
Feliciano só é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara porque os petistas deram de ombros pra ela, não a quiseram.
Ah, sim, quase me esqueço: o Feliciano também não me representa. Como sou um democrata, acho que ele tem de cumprir seu
mandato. É possível discordar de alguém sem aderir a uma campanha de linchamento. É possível fazer-se ouvir no Congresso sem agredir os fundamentos da democracia.
A propósito: as celebridades que estão emprestando a sua fama à causa representam quem mesmo?
Confira post na integra no site da Veja.com no Blog do Reinaldo Azevedo –CLIQUE AQUI
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