Numa matéria publicada nesta quarta-feira pelo jornal Süddeutsche Zeitung, o diretor do KFN, Christian Pfeiffer, acusa a Igreja de ter tentado censurar o projeto. Segundo ele, a cooperação fracassou “devido aos desejos de censura e controle da Igreja”. Pfeiffer afirmou que, contrariando o acordo original, a Igreja insistiu em ter a última palavra sobre a publicação ou não dos resultados da pesquisa e sobre a escolha dos pesquisadores.
Relação de confiança abalada
A Conferência dos Bispos da Alemanha declarou que a relação de confiança entre a Igreja Católica e Pfeiffer foi abalada, impedindo a continuação de uma cooperação construtiva. O encarregado da Igreja Católica para o assunto, bispo Stephan Ackermann, reclamou da falta de informações por parte de Pfeiffer, o que teria levado a uma perda de confiança. “Confiança é indispensável para um projeto tão amplo e sensível.”
Em julho de 2011, a Associação das Dioceses Alemãs (VDD, sigla em alemão) e o KFN haviam firmado contratualmente as condições do estudo, planejado para ser o mais abrangente sobre o assunto no mundo.
Programado para durar três anos, o trabalho deveria analisar casos de abusos sexuais envolvendo sacerdotes e outros membros da Igreja Católica desde 1945. Arquivos de todas as dioceses deveriam ser investigados. Vítimas deveriam dar seu depoimento por escrito. Além disso, estavam planejadas entrevistas com vítimas e agressores.
Acusações dos dois lados
Segundo o Süddeutsche Zeitung, a VDD exigiu modificações nos acordos, segundo as quais a Igreja poderia decidir se os resultados seriam publicados ou se seriam mantidos em sigilo. Pfeiffer disse que isso seria “incompatível com a liberdade da pesquisa científica”. O diretor do instituto denunciou ainda evidências de destruição de registros de abusos em várias dioceses.
Segundo o Süddeutsche Zeitung, a VDD exigiu modificações nos acordos, segundo as quais a Igreja poderia decidir se os resultados seriam publicados ou se seriam mantidos em sigilo. Pfeiffer disse que isso seria “incompatível com a liberdade da pesquisa científica”. O diretor do instituto denunciou ainda evidências de destruição de registros de abusos em várias dioceses.
O diretor da VDD, Hans Langendörfer, refutou as acusações. “Não tenho evidência alguma sobre destruição de arquivos de atos criminosos”, disse. Ele citou questões de proteção de dados pessoais dos envolvidos como um dos motivos para as divergências e garantiu que a Igreja se mostrou aberta ao diálogo com relação à publicação dos resultados.
Assista vídeo matéria da Euronews e comente…
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sua opinião é muito importante.
Deixe seu comentário.